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A proposta é repetir as visitas e envolver cada vez mais participantes do projeto.
Quando a professora Aline Schieleck propôs uma reflexão ao grupo do projeto Bem Viver com Movimento, em Daltro Filho, ela não imaginava o quanto aquela conversa iria florescer. A pergunta era simples, mas poderosa: o que vocês enquanto idosos acham que ainda podem contribuir com o mundo?
A resposta não demorou. E veio do coração. Na manhã desta segunda-feira, 6 de abril, os participantes do projeto — todos idosos — deixaram suas cadeiras de alongamento e foram bater à porta do Lar de Idodos Sagrado Lar, também em Daltro Filho, para oferecer exatamente aquilo que muitas vezes faz mais falta do que qualquer remédio: presença, conversa e carinho.
A iniciativa nasceu de uma dinâmica conduzida por Aline na semana passada. Coordenadora do projeto, ela percebeu que muitos dos participantes carregam, em silêncio, a sensação de que, com o avançar da idade, deixam de ser úteis. Que já não têm mais tanto a contribuir. Foi para sacudir essa crença que ela os desafiou a pensar em exemplos concretos de como ainda poderiam ajudar outras pessoas.
A resposta surgiu deles mesmos: e se visitassem os idosos do Lar? E se levassem uma lembrança de Páscoa? E se fizessem um momento de alongamento com eles também?
Dito e feito. Aline conversou com a direção do Lar, que recebeu a ideia de braços abertos e garantiu que o grupo seria bem-vindo sempre que quisesse voltar. E assim foi: na manhã desta segunda-feira, o encontro aconteceu. Houve conversa, troca de histórias, exercícios de alongamento e a entrega das lembranças pascais — gestos pequenos, mas de um valor imenso.
"Os internos, mesmo que conversem entre eles, sentem falta de pessoas de fora que vão lá e conversem, troquem ideia e realizem atividades", refletiu Aline. "É um tempo de qualidade com outras pessoas."
A atividade não será única. A proposta é repetir as visitas e envolver cada vez mais participantes do projeto. E talvez seja essa a maior lição desta manhã: a de que envelhecer não significa parar de contribuir. Muito pelo contrário. O grupo do Bem Viver com Movimento provou, com gestos simples e cheios de significado, que ainda têm muito a dar — e que sabem melhor do que ninguém, o quanto um olhar atento pode transformar um dia inteiro.
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